quinta-feira, 9 de junho de 2011

Francamente...

Vivemos esse tempo antes...
o tempo em que você se torna meu diario
e eu tua agenda

O diario é secreto, muito bem protegido
de qualquer ameaça ou perigo

A agenda é util, cumpre sua finalidade
a de ser um lembrete de eventos reais

Escrevo em voce, meus medos, desejos e anseios
minhas vitorias, meu pranto, minha instabilidade
emocional/sentimental/social

Tu escreves em mim tuas viagens, teus compromissos
a pausa para o almoço e o fim de noite risonho

Francamente a agenda é quase que indispensavel
porem pode ser substituida por uma mais pratica
ou avançada, quem sabe até mesmo uma agenda eletronica

Francamente o diario pode ter paginas arrancadas
folhas amassadas, mas sempre é indispensavel

Francamente o medo da substituiçao da agenda
não mais existe...

Francamente o medo de perder o diario me assombra
porem ha muito aprendi
guardo em meu coração, lembranças, sonhos, desejos
escritos no vento.

Elaine Siderlí

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Paz, apenas Paz.

Então ela se sentia humilhada, coagida, sentia-se sofrendo assedio moral...
E tudo por ter feito escolhas as quais a levaram a esta cena atual...
Quando criança aprendeu que pra conseguir afago era preciso 'gritar'...
Quando adolescente aprendeu que pra conseguir atenção era preciso se 'moldar'...
Quando jovem aprendeu que não era dona de seu proprio querer...
Quando adulta aprendeu que a brisa nem sempre sopraria a seu favor...
Mesmo assim decidiu que seria uma boa pessoa
Íntegra
Honesta
Competente
Justa
Sempre usando de Empatia para não ferir...
Obviamente tem uma personalidade forte
Que amedronta os fracos de espirito ou de idéias ou de ideais...
Hoje quer gritar sua liberdade,
Quer viver sem ser perseguida, sem precisar se defender de calunias
Quer apenas ser quem é e a cada dia está em constante melhora
Pois o evoluir é isso é mudar constantemente
Quer não precisar lutar, não precisar se defender
Quer viver...
Quer apenas Paz!


Elaine Siderlí

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Fazer diferença

...em seu primeiro dia de aula o menino franzino de olhar doce (olhos grandes como duas amêndoas)e sorriso tímido se surpreendeu ao encontrar a sociedade egoísta, invejosa e hipócrita no olhar de veteranos que transitavam pacificamente pelos corredores da tal aclamada instituição...

...por um breve momento ele pensou " foi pra isso que tanto lutei?! vou-me embora agora sem demora" porém algo dentro desse ser o impulsionava a ficar e a estabelecer limites e a não se permitir moldar, ele trazia a pureza da intenção de crer que "ele faria a diferença, ele não teria aquele olhar ao termino do quarto ano"

...no termino do segundo ano ele se reconheceu egoísta diante de uma situação corriqueira, simplesmente não aceitou colocar o nome da colega no trabalho que ele fez sozinho (ela já havia fechado a matéria e a colega estava pendurada, e ele cansado de fazer tudo para os outros e nada pra ele)

...no termino do terceiro ano se enxergou invejoso com seu colega de quarto, quando o encontrou namorando a menina mais desejada da escola, ele os viu trocando caricias no quarto que ele com partilhava com o amigo, então porque o amigo e não ele, afinal ele era inteligente, cuidava sempre do físico, da mente e do espírito, como assim o amigo e não ele?!

...na metade do quarto ano se denominou hipócrita por sempre ter levantado a bandeira do 'não preconceito' e ele foi o primeiro a julgar a garota que em seu primeiro ano em tão aclamada instituição revelou que possuía uma opção sexual distinta das amigas ela gostava de meninos e também de meninas.


...no termino do quarto ano ele constatou...fora egoísta, invejoso e hipócrita mas vivenciou cada uma dessas experiências de forma distinta não se tornou o egoísmo, nem a inveja e nem a hipocrisia, permitiu que elas passassem por ele mas não permitiu que elas ficassem no domínio
...agora era um homem forte, com olhar centrado e sorriso doce e sabia por vezes é preciso apenas experimentar sem se permitir ficar, sabia que em seu olhar de veterano os calouros não enxergariam o que ele aprendeu e sim o que ele deixava transparecer, sabia que a sociedade é apenas o reflexo das experiências não experienciadas, das experiências que chegam e que permitem que fiquem sem jamais deixa-las que passem
...ele alcançou o que desejou, seu olhar era centrado e ele fez a diferença, ao menos pra si mesmo ele fez a diferença.


Elaine Siderlí.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Verão e Inverno

Entre as folhas caídas ao chão pelos ventos do verão
passeiam alguns sentimentos com roupagem humana
passeiam o orgulho e a vaidade em busca de identidade
passeiam a avareza e a pobreza em busca de equilibrio
passeiam o amor e o ódio em busca de si próprios
passeiam a felicidade e a tristeza em busca de autoafirmaçao

Entre as estrelas brilhantes do céu de inverno
passeiam a certeza e duvida
a clareza e a obscuridade
a luz e as trevas


Entre todos os acontecimentos internos e externos
eu passeio entre o inverno e o verão
entre as qualidades e os defeitos
entre a perfeição e a imperfeição

De sobressalto me pego em momentos egoistas
olhando no espelho começo a reconhecer
a face que ali reflete
e entre fugas, subterfúgios e transparencias
me revelo a mim mesma
ora um sentimento ora uma roupagem humana.



Elaine Siderlí

sábado, 15 de janeiro de 2011

A outra face...



Respiro por um segundo
E tudo volta ao normal.
Nada mudará minha decisão
Tirarei das profundezas do meu ser
A força necessária
Para esquecer você
Quem gostaria de ver
Quanto de trevas existe em um feixe de luz?
Cansei de dizer palavras bonitas

Cansei de tentar demonstrar pela sensibilidade
Meus sentimentos e valores
Agora vai ser assim,
Não foi isso que buscavam me transformar?
Não me negaram amor a ponto de me matar?
Não irei recuar nenhum milímetro do meu caminho
Porque existe em mim um amor maior do que tudo
Que move montanhas, abre os mares da emoção
Ele se chama Amor próprio.
Não deixei de amar,

Tão pouco de esperar a pessoa que mereça
Todo sentimento que tenho para dar
Mas definitivamente,
Essa busca não é mais minha.
O que é pra ser será!
E tem muita força.
E por mais que existam momentos de fraqueza
É quando estou derrotado,
Que eu me levando mais forte.
As tempestades dentro do meu coração
Podem afoga-lo em tristeza
Mas eu continuo a ser
O senhor de mim.
Rompam as barreiras!

Derrube os muros!
Nada pode mover a força que em mim se ergue
Mais forte que trovões em chuvas de verão,
Mais forte que o soar das trombetas do fim dos tempos,
Este sou eu.


por: Cá Azevedo

(uma alma amiga e rara que navega no oceano do existir)


terça-feira, 24 de agosto de 2010

...

"QUE COISA ALGUEM DÁ QUANDO AMA?
DÁ A SI MESMO, AQUILO QUE POSSUI DE MAIS PRECIOSO
DÁ UMA PARTE DA SUA VIDA...DÁ A SUA PRÓPRIA ALEGRIA,
SEU PRÓPRIO BOM HUMOR, A PRÓPRIA TRISTEZA,
TODAS AS EXPRESSÕES E MANIFESTAÇÕES
DAQUILO QUE POSSUI DE MAIS VITAL"

(Angela Maria La Sala Bata)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Nada e Esperança

Um certo nada agora se ancora por hora
ocupando o espaço para que o vazio não se instale
o nada é o maior dos vazios, porem não é o vazio
o nada é apenas o nada.
A voz em meio as lágrimas insiste em afirmar
o sentimento que a move, mas do outro lado
o nada insiste em silenciar a esperança.
É o nada que rouba a cena
e determina aquela distancia(a mais longa)
que surge entre a realidade de alguém e o sonho aquém.
O nada exige a distância e a esperança exige a presença
e em duelo assumido, fica o nada distante e a esperança presente
porém as exigências, ah estas se perdem nas brumas
que as lágrimas tecem quando sussurram o sentir existente.

Elaine Siderlí.