sábado, 12 de fevereiro de 2011

Fazer diferença

...em seu primeiro dia de aula o menino franzino de olhar doce (olhos grandes como duas amêndoas)e sorriso tímido se surpreendeu ao encontrar a sociedade egoísta, invejosa e hipócrita no olhar de veteranos que transitavam pacificamente pelos corredores da tal aclamada instituição...

...por um breve momento ele pensou " foi pra isso que tanto lutei?! vou-me embora agora sem demora" porém algo dentro desse ser o impulsionava a ficar e a estabelecer limites e a não se permitir moldar, ele trazia a pureza da intenção de crer que "ele faria a diferença, ele não teria aquele olhar ao termino do quarto ano"

...no termino do segundo ano ele se reconheceu egoísta diante de uma situação corriqueira, simplesmente não aceitou colocar o nome da colega no trabalho que ele fez sozinho (ela já havia fechado a matéria e a colega estava pendurada, e ele cansado de fazer tudo para os outros e nada pra ele)

...no termino do terceiro ano se enxergou invejoso com seu colega de quarto, quando o encontrou namorando a menina mais desejada da escola, ele os viu trocando caricias no quarto que ele com partilhava com o amigo, então porque o amigo e não ele, afinal ele era inteligente, cuidava sempre do físico, da mente e do espírito, como assim o amigo e não ele?!

...na metade do quarto ano se denominou hipócrita por sempre ter levantado a bandeira do 'não preconceito' e ele foi o primeiro a julgar a garota que em seu primeiro ano em tão aclamada instituição revelou que possuía uma opção sexual distinta das amigas ela gostava de meninos e também de meninas.


...no termino do quarto ano ele constatou...fora egoísta, invejoso e hipócrita mas vivenciou cada uma dessas experiências de forma distinta não se tornou o egoísmo, nem a inveja e nem a hipocrisia, permitiu que elas passassem por ele mas não permitiu que elas ficassem no domínio
...agora era um homem forte, com olhar centrado e sorriso doce e sabia por vezes é preciso apenas experimentar sem se permitir ficar, sabia que em seu olhar de veterano os calouros não enxergariam o que ele aprendeu e sim o que ele deixava transparecer, sabia que a sociedade é apenas o reflexo das experiências não experienciadas, das experiências que chegam e que permitem que fiquem sem jamais deixa-las que passem
...ele alcançou o que desejou, seu olhar era centrado e ele fez a diferença, ao menos pra si mesmo ele fez a diferença.


Elaine Siderlí.

5 comentários:

Multiolhares disse...

nós trazemos todos esses egos dentro de nós o importante é estarmos atentos a cada uma das nossas atitudes e não sermos dominados por eles.
Bj

Elaine Siderlí disse...

Sim querida!
O mais importante é permitir que passem por nós e não que eles se tornem o que somos!
Agradeço sua visita e seu comments!
Afagos na alma.

Claudia disse...

Adorei seu blogr,amiga de Luz!

Passei a segui-lo por suas palavras,tão bem direcionadas para os momentos certos. =)

Elaine Siderlí disse...

Agradeço, seja bem vinda!
As palavras apenas fluem realizo poucas postagens, mas sinta-se a vontade!

Claudia disse...

Obrigada.
Sinta-se a vontade tbm em visitar os meus.Ficarei agradecida.