Meu amigo, senta aqui, quero hoje te falar sobre tudo que senti...
Naquela tarde de inverno,
senti o calor da tua voz a me aquecer,
teu sorriso fez meu dia ficar mais claro,
teu perfume me trouxe o sabor da infância,
no abraço doce e terno encontrei o aconchego,
no teu olhar me vi, reflecti.
Meu amigo, senta aqui, quero hoje te falar tudo o que senti...
O ar que sopraste ao meu ouvido ficou rarefeito,
a água que trouxeste lavou meus pensamentos,
a terra que me fez pisar me firmou,
o banho de sol purificou os sentimentos.
Meu amigo, senta aqui, que hoje quero te falar sobre tudo que senti...
A amizade sincera é a melhor relação que se pode ter,
a qualidade do amor que permeia uma verdadeira amizade,
não se apega, não se enciuma, não se excita,
o amor de amigos-irmãos é eterno e indestrutível.
Meu amigo, sentarei sempre ao seu lado, segurarei sempre tua mão
sempre com esse amor
que te deixa livre para voar
e pousar em meu coração como companheiro,amigo, irmão.
(por vezes é preciso se despir de pré-conceitos e deixar o coração sussurrar o sentimento que o envolve, sem mazelas, sem "joguinhos", com transparência, dizer a um amigo de verdade
"amo você".)
Elaine Siderlí.
Palavras soltas ao vento se captadas com discernimento, tornam a vida uma constante brisa...
sábado, 15 de agosto de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
Indagações?
Era noite, chovia,
a penumbra do habitat acolhedor
fazia o convite de olhar pela janela.
Lá fora existe um holofote,
aqui dentro uma luz azul, na vidraça, o reflexo.
E na mente inquieta da menina surge indagações:
Qual luz é real?
O holofote(lá fora),
a azul (aqui dentro),
ou o reflexo na vidraça(que pode ser ambos ou nenhum deles).
Até onde o que penso ser real é reflexo da realidade que escolho viver?
Até onde... Até onde?
Elaine Siderlí.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Somos Como a Água
Somos como a água,
que precisa de vários estágios
para se apresentar(aprender).
No físico somos densidade do gelo,
que pode ser esculpido,moldado,
deixado ao relento,
protegido com refrigeração
(e o que refrigera a alma?).
No astral somos a fluidez
da água liquida,
que viaja por onde deseja, por vezes
se mistura a terra formando lama, em outras
é fonte de vida e de partida.
Em essência somos sutil como vapor d'água,
que passa pelo estágio,
aquecimento(sofrimento)
com a certeza que sua expansão,resultará
em retorno para casa.
Somos como a Água.
Elaine Siderlí.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Outono
Era tarde, muito tarde,para que algo fosse
delatado
naquele breve instante
(o instante que antecede o intervalo do pulsar de um coração).
Foi a primeira vez que em teu olhar,
pousou
o outono do fim dos dias
(dias que poderiam ser os teus, os meus, dias outonais).
Elaine Siderlí.
sábado, 11 de abril de 2009
Renovar
A cada abrir dos olhos
olhar e sentir,
O ar (prana) invadindo o Ser.
O simples deixar fluir.
Compreender a parte integrante
da grande engrenagem que é viver.
Renovar é o constante exercício do evoluir.
Avante.
Luz penetrante.
Elaine Siderlí.
olhar e sentir,
O ar (prana) invadindo o Ser.
O simples deixar fluir.
Compreender a parte integrante
da grande engrenagem que é viver.
Renovar é o constante exercício do evoluir.
Avante.
Luz penetrante.
Elaine Siderlí.
quinta-feira, 5 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Como duas crianças empurradas pelo vento...
Deixo a cidade
e vou ao encontro das árvores,
dos pássaros,
das flores,
do sol,
das águas,
dos peixes,
da brisa,
das manhãs,
das noites,
das estrelas...
Vou contigo,
e cantamos
como dois pássaros leves...
Como duas crianças
empurradas pelo vento,
livres,
incomodamos
as estátuas!
Amantes da vida,
fingimos que não vemos a inveja
que pela vida mostram
os que têm cimento
sobre a pele,
sobre os olhos
espantados,
apavorados,
com saudades da infância
e dos sonhos sepultados!...
Eduardo Aleixo
(poeta português, possui um blog compartilhado com Rita Aleixo, onde sonhos e pensamentos tornam-se poesias a luz e ao vento)
Blog À Beira de Água http://ealeixo.blogspot.com/
Deixo a cidade
e vou ao encontro das árvores,
dos pássaros,
das flores,
do sol,
das águas,
dos peixes,
da brisa,
das manhãs,
das noites,
das estrelas...
Vou contigo,
e cantamos
como dois pássaros leves...
Como duas crianças
empurradas pelo vento,
livres,
incomodamos
as estátuas!
Amantes da vida,
fingimos que não vemos a inveja
que pela vida mostram
os que têm cimento
sobre a pele,
sobre os olhos
espantados,
apavorados,
com saudades da infância
e dos sonhos sepultados!...
Eduardo Aleixo
(poeta português, possui um blog compartilhado com Rita Aleixo, onde sonhos e pensamentos tornam-se poesias a luz e ao vento)
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